Em casos de queda de cabelo, valerá a pena tentar mesoterapia para ganhar espessura e travar a queda, ou o mais eficaz será sempre o transplante capilar para preencher falhas? A verdade é que não existe uma resposta única. A escolha acertada depende do tipo de queda, do que ainda existe de cabelo na zona capilar e do objetivo final.
Neste guia explicamos quando a mesoterapia poderá trazer bons resultados e quando o transplante capilar será a escolha mais eficaz, apesar das diferenças de preço entre ambos.
Se estás a começar a notar afinamento ou já tens falhas capilares visíveis, este artigo ajuda-te a perceber por onde começar, quando combinar tratamentos e quando partir para cirurgia com segurança.
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Solicitar ofertas de tratamentoO que é a mesoterapia capilar
A mesoterapia capilar é um procedimento médico onde são realizadas microinjeções de soluções no couro cabeludo com o objetivo de melhorar a qualidade do cabelo existente.
Estas soluções geralmente são constituídas por vitaminas, peptídeos, ácido hialurónico, entre outros químicos e nutrientes com resultados clinicamente testados na saúde capilar.
Este procedimento é realizado para melhorar o microambiente do folículo, estimular a fase anagénica (crescimento), aumentar a espessura e a qualidade do cabelo que ainda existe e reduzir a queda associada à miniaturização. Não substitui folículos perdidos (ao contrário do transplante capilar), mas pode ser muito útil em estádios iniciais de queda de cabelo. Habitualmente faz-se um ciclo inicial de 4 a 6 sessões seguido de manutenção mensal ou trimestral conforme a resposta.
Quando realizar uma mesoterapia capilar e quando deve ser evitada
A mesoterapia capilar é aconselhada em casos de afinamento dos cabelos quando ainda não existem falhas evidentes e zonas capilares despidas de cabelo. Assim, este procedimento é normalmente aplicado nos seguintes casos:
- Início de alopécia androgenética (AGA), quando o cabelo está mais fino, mas ainda presente.
- Afinamento difuso.
- Pós-parto ou fases de stress.
- Manutenção pós-transplante na ajuda à qualidade do cabelo nativo durante o primeiro ano.
No entanto, existem também casos onde a mesoterapia capilar deve ser evitada ou pelo menos adiada. Este procedimento deve ser evitado se:
- O couro cabeludo é liso e brilhante, sem cabelos miniaturizados.
- Existem alopecias cicatriciais, como líquen plano pilar, sem controlo médico ou dermatológico.
- Houver presença de infeções ativas, gravidez ou alergias aos componentes.
Quando optar diretamente pelo transplante capilar
Apesar do avançado das técnicas de mesoterapia capilar, em muitos dos casos esta não será solução ou não trará resultados satisfatórios e duradouros. O transplante capilar redistribui folículos saudáveis da zona dadora para a zona com falha de cabelo, onde estas unidades foliculares são implantadas através de técnicas como FUT, FUE ou DHI.
Este procedimento é aplicado nas seguintes situações:
- Entradas ou linha frontal com falhas reais.
- Coroa com áreas despovoadas.
- Cicatrizes localizadas.
No entanto, há outras condições que também se devem verificar, como a estabilização médica da queda e a inevitável existência de uma boa zona dadora.
O transplante capilar deve, contudo, ser evitado se existir uma queda ativa relativamente rápida sem controlo médico, se o paciente já não tiver uma boa zona dadora, ou se forem verificadas alopecias cicatriciais ativas, pois estas necessitam de biópsia e controlo.
Como decidir o procedimento mais indicado
Para decidir se a mesoterapia capilar vale a pena ou se o melhor é avançar logo para o transplante capilar, começa por observar a área e avaliar a existência de cabelos, mesmo que finos e curtos na zona alvo. Caso estes existam, a terapia médica deve ser a base e a mesoterapia pode somar ganhos de espessura, brilho e redução da queda.
Quando, pelo contrário, se vê pele lisa com falhas definidas, isto evidencia a falta de folículos. Neste caso o tratamento eficaz é o transplante capilar, mantendo sempre terapia médica para proteger o cabelo nativo.
A avaliação da estabilidade capilar também é relevante nesta decisão. Se a queda está controlada há 6-12 meses, podes planear a cirurgia com segurança. Caso esta se encontre ativa, deves estabilizar primeiro e só depois reavaliar. Simultaneamente, deves avaliar a zona dadora e verificar a densidade e o calibre do fio.
Na definição de objetivos, a linha frontal costuma trazer maior impacto visual e, muitas vezes, antecede a coroa, onde a densidade visível requer mais unidades foliculares e resulta melhor com expectativas moderadas.
Resumidamente, se ainda existir cabelo, geralmente opta-se por tratamento médico e mesoterapia, caso contrário, o transplante capilar será a opção mais eficaz.
Comparação de efeitos secundários e recuperação
A mesoterapia capilar é um procedimento geralmente seguro, com desconforto leve durante as microinjeções. No pós-sessão podem surgir vermelhidão, pequenas pápulas e, ocasionalmente, hematomas discretos que desaparecem em 2 ou 3 dias. A maioria dos pacientes retomam ao trabalho no mesmo dia ou no seguinte, no entanto, nas primeiras 24 a 48 horas evita sol direto, ginásio, sauna, piscina e produtos irritantes e o cabelo deverá apenas ser lavado no dia seguinte, salvo indicação contrária.
Os efeitos menos comuns incluem prurido, descamação, cefaleia, foliculite e reações alérgicas.
Os resultados, relativamente à espessura e qualidade do couro cabeludo, tendem a aparecer entre 8 e 12 semanas e mantêm-se com sessões de manutenção.
O transplante capilar, sendo cirúrgico, no início do processo de recuperação apresenta normalmente crostas e vermelhidão nos primeiros 10 dias e algum edema frontal transitório. O “shedding” dos fios transplantados ocorre ao fim do primeiro mês e os folículos permanecem e começam a produzir novo cabelo entre 3 e 4 meses, com maturação até 15 meses.
Nos primeiros 10 a 14 dias evita esforço físico, protege o cabelo do sol e segue o protocolo de lavagem. Complicações pouco frequentes incluem foliculite, quistos, cicatriz visível mais frequente no método FUT. Mesmo com transplante capilar realizado, a terapia médica pode ainda ajudar a preservar o cabelo nativo e a longevidade do resultado.
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